Itália investiga fortuna do fundador da Parmalat

A justiça italiana está investigando oparadeiro da fortuna pessoal do fundador da Parmalat, CalistoTanzi, por considerar que esta poderá estar na origem do colapsofinanceiro da empresa, noticiou hoje o Corrieri della Sera. "Os buracos na caixa (da Parmalat) são largamente superioresaos prejuízos das empresas do grupo", afirmou um magistrado aojornal italiano, sugerindo que os 14 bilhões de euros que faltamnas contas da Parmalat, e que poderiam ter suprido parte dasperdas das suas subsidiárias, foram utilizados por Tanzi paraaumentar a sua fortuna. A suspeita de desvio de fundos para fins de "enriquecimentopessoal" é "reforçada pelo fato de que, quanto mais seaproximava o desastre (financeiro), mais o dinheiro desaparecia" salientou a mesma fonte, aludindo também a uma "gestãodesastrosa" da Parmalat. A imprensa italiana noticia hoje que os magistradosresponsáveis pelo caso Parmalat estão à procura de um CD-ROM quese pensa conter todas as comunicações realizadas nos últimosmeses por dois antigos administradores financeiros do grupo,Fausto Tonna e Luciano Del Soldato. O maior grupo agro-alimentar de Itália decretou falência nofinal de dezembro do ano passado, depois de ter sido detectadonas suas contas um buraco financeiro de 7 bilhões de euros, quese descobriu posteriormente atingir o dobro desse valor. Osprincipais dirigentes do grupo foram detidos e o governo deSilvio Berlusconi prepara-se para fazer votar em conselho deministros, na terça-feira, a reforma da lei de fraudesfinanceiras, que prevê, entre outras medidas, um endurecimentodas penas que poderão ir até 25 anos.

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