Itália: Monti obtém voto de confiança para reformas

O governo da Itália venceu com folga uma moção de confiança na Câmara Baixa do Parlamento sobre o pacote de austeridade. As medidas foram aprovadas por 495 votos a favor e 88 contra. A aprovação ocorre no momento em que várias greves de trabalhadores dos setores público e privado atingem o país, com os sindicatos protestando contra as medidas de austeridade. O pacote, no total de ? 30 bilhões (US$ 39 milhões) se somará a um pacote anterior de ? 54,2 bilhões aprovado no final do governo Berlusconi em setembro.

AE, Agência Estado

16 de dezembro de 2011 | 16h22

O primeiro-ministro Mario Monti convocou a votação para acelerar a aprovação do pacote de austeridade, que é vital para salvar a Itália do desastre financeiro. O Senado italiano deverá votar sobre as medidas nos próximos dias. O pacote prevê corte de ? 20 bilhões no orçamento do governo até 2013, embora também preveja gastos e renúncias fiscais de ? 10 bilhões até 2013, com o objetivo de cortar impostos para pequenas empresas e gerar empregos para mulheres e jovens. Metade das mulheres italianas estão fora do mercado de trabalho e 29% dos jovens com menos de 30 anos estão desempregados.

Se o pacote fosse rejeitado no voto de confiança, Monti e seu governo de ministros tecnocratas teriam que renunciar - exatamente um mês após o economista tomar posse, com o apoio do presidente Giorgio Napolitano, do sistema financeiro e da Cofindustria, a entidade que representa os industriais do país. Enquanto os deputados votavam, uma greve nos transportes públicos paralisou o sistema ferroviário e bondes e ônibus nas cidades. Os sindicatos estão furiosos com o aumento da idade para a aposentadoria, que passará a 67 anos. Os aposentados também passarão a receber 80% dos vencimentos que recebiam em seu último salário na ativa, sem a chance de uma aposentadoria integral.

Embora fosse esperado que os maiores partidos de centro-direita e centro-esquerda votassem a favor do pacote, isso não significou que fizeram isso contentes. Deputados de ambos os blocos criticaram como muito duras as medidas defendidas por Monti, que têm como meta reformar o sistema previdenciário.

As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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