Itália pagou resgate a terroristas? Berlusconi não comenta

A libertação de duas italianas mantidas como reféns no Iraque levantou questões sobre se houve pagamento de resgate por parte do governo italiano. O primeiro-ministro Silvio Berlusconi recusou-se a tratar do assunto, dizendo ao jornal La Stampa: "Sobre esse negócio, não diremos nada. Mais ainda, não falaremos novamente sobre isso". Já o chanceler Franco Frattini disse à rádio estatal que "nenhum resgate" foi pago.Mas as declarações do governo não bastaram para abafar as especulações um dia depois de Simona Pari e Simona Torretta terem voltado para casa, após três semanas de cativeiro. A questão é especialmente delicada na Itália, onde desde 1990 a lei determina o congelamento dos bens de vítimas e parentes de vítimas de seqüestro, para impedir o pagamento de resgates. As especulações surgiram depois que o jornal Al-rai al-Aam, do Kuwait, publicou que um resgate de US$ 1 milhão havia sido exigido pelas duas italianas, e que o valor havia sido pago.

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