Itália procura obter asilo para Kadafi, diz jornal

Nenhuma proposta oficial foi divulgada, mas o governo da Itália estaria trabalhando nos bastidores por um acordo político que permita ao ditador líbio, Muamar Kadafi, partir para o exílio em um país da África fora da jurisdição do Tribunal Penal Internacional (TPI) de Haia. A afirmação foi feita pelo jornal britânico The Guardian, que descreveu o projeto como o "paraíso africano" de Kadafi.

AE, Agência Estado

30 de março de 2011 | 08h36

A proposta deveria ter sido discutida ontem, no encontro de chanceleres em Londres, mas o comunicado final da reunião não trouxe nenhuma referência a negociações diplomáticas sobre o exílio de Kadafi. Segundo o jornal, a proposta de Roma seria obter do regime um cessar-fogo nos termos exigidos pela Organização das Nações Unidas (ONU). O compromisso preveria ainda a obtenção de asilo político para o ditador e seus parentes próximos em um país africano fora da jurisdição do TPI.

Entre as possibilidades estão Etiópia, Guiné-Bissau, Mauritânia, República Democrática do Congo, Ruanda e Sudão - além dos vizinhos que já passaram por levantes populares, Tunísia e Egito.

Ontem, o chanceler italiano, Franco Frattini, afirmou que o regime de Kadafi cairá em pouco tempo. "Acredito que a Líbia será liberada rapidamente", disse em entrevista à emissora italiana La7. "Na resolução da ONU não se fala em queda violenta do regime, mas há uma condição implícita, não escrita, que eu leio como ?Kadafi deve partir?", completou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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