Daniel Dal Zennaro/EFE/EPA
Daniel Dal Zennaro/EFE/EPA

Itália proíbe viagens no Natal e réveillon para conter nova onda da covid

Restrição de mobilidade passa a valer em todo o país entre os dias 21 de dezembro e 6 de janeiro; moradores poderão retornar para suas residências fixas, mas visitas entre regiões não será permitida

Redação, O Estado de S.Paulo

03 de dezembro de 2020 | 12h33

O governo italiano proibiu viagens no Natal e no réveillon para conter uma nova onda da covid-19, em um decreto publicado nesta quinta-feira, 3. A restrição passa a valer em todo o país entre os dias 21 de dezembro e 6 de janeiro.

Com isso, a Itália se torna o 1º país da Europa a anunciar uma proibição de deslocamento durante o recesso de fim de ano. A Espanha e o Reino Unido já haviam apresentado mais cedo nesta semana algumas recomendações para as festas, mas não impuseram restrição de viagem.

Segundo o decreto, os moradores de outros Estados poderão retornar para suas residências fixas, mas visitas entre regiões não será permitida. As restrições não valem para deslocamentos de profissionais essenciais, tratamento de doenças e viagens a trabalho.

Primeiro país afetado pelo coronavírus na Europa – ainda entre março e abril –, a Itália registrou até o momento, mais de 57 mil mortes e 761 mil infecções. O governo teme ainda que os números da pandemia no país aumentem mais depois do recesso se medidas rígidas não forem adotadas.

Outros países

A Espanha anunciou nesta quarta-feira, 2, sua proposta para cuidados durante as celebrações de fim de ano no país. Segundo o governo espanhol, reuniões familiares estarão limitadas a até dez pessoas para evitar a propagação do vírus.

No primeiro semestre, o país chegou a ser considerado o epicentro da covid-19 em todo o mundo. Até o momento, foram mais de 1,6 milhão de casos confirmados e pelo menos 45,7 mil mortos.

Já o Reino Unido recomendou a criação de "bolhas-familiares" para as reuniões de fim de ano: grupos pequenos que se comprometem a não se relacionar com pessoas "fora da bolha" e, com isso, reduzir os riscos de exposição ao coronavírus.

Entre os dias 23 e 27 de dezembro, membros destes grupos poderão apenas entrar em contato entre si em casa ou em locais de culto, segundo as recomendações oficiais. /REUTERS, AFP e agências

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.