Itália propõe à UE política e força conjuntas contra imigração

A Itália está pressionando a UE para que adote uma política comum e uma força conjunta contra a imigração, que incluiria patrulhas conjuntas no Mar Mediterrâneo e a criação de dois centros de coordenação de uma força para controlar a entrada de imigrantes, disse nesta segunda-feira em Roma o ministério do Interior. O ministro do Interior, Giuseppe Pisanu - cujo país detém no momento a presidência rotativa da UE - falou sobre a proposta durante uma reunião que teve no domingo com seu colega espanhol, Angel Acebes. No mês passado, o plano foi apresentado ao ministro do Interior francês, Nicolas Sarkozy. A Itália vem recebendo uma crescente onda de imigrantes, em sua maioria procedentes da África, que chegaram a suas praias nas últimas semanas. Essa onda provocou um debate sobre políticas para impedi-la, causando divisões na coalizão do primeiro-ministro Silvio Berlusconi. Alguns membros da coalizão exigiram a adoção de medidas mais drásticas e ameaçaram deixar o governo caso elas não sejam levadas em conta. Em uma reunião no mês passado na Grécia, os líderes eropeus concordaram em investir uma soma adicional de 163 milhões de euros nos próximos três anos a fim de reforçar a segurança em relação aos vizinhos que não pertencem à UE. O custo das medidas adicionais propostas pela Itália, tanto de patrulha como de repatriação dos imigrantes ilegais, teria de ser dividido entre todos os membros da UE.

Agencia Estado,

21 Julho 2003 | 16h22

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