Itália quer expandir parceria com a Líbia, diz chanceler

O ministro das Relações Exteriores da Itália, Giulio Terzi, disse nesta sexta-feira que seu país expandirá seus compromissos econômicos e políticos na Líbia, mesmo que o país do Magreb continue a se defrontar com uma série de problemas - que vão da presença de grupos armados extremistas e violentos à insegurança geral que se seguiram à queda de Muamar Kadafi no ano passado. Ex-colônia da Itália entre 1912 e 1943, a Líbia é a principal exportadora de petróleo e gás natural para o país europeu.

AE, Agência Estado

28 de setembro de 2012 | 21h52

"Nós estamos encorajando as autoridades líbias a lidarem com o problema da segurança", disse Terzi. Segundo ele, a questão da insegurança nas fronteiras líbias também é outra questão que precisa ser "resolvida rapidamente". Terzi acredita que o clima de insegurança na Líbia contribuiu para o ataque contra o Consulado dos Estados Unidos em Benghazi na noite de 11 de setembro, quando foram mortos o embaixador dos EUA na Líbia, Christopher Stevens, e mais três funcionários americanos.

O comércio entre Itália e Líbia chegou a movimentar 11 bilhões de euros por ano até 2011, quando ocorreu a guerra civil líbia. "Nós queremos expandir a parceria com a Líbia, que para nós é importante econômica e politicamente", disse o chanceler italiano. Além de depender do petróleo líbio, a Itália importa gás natural através de um gasoduto que cruza o Mediterrâneo, entre Trípoli e a Sicília.

As informações são da Associated Press.

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