Vincenzo Pinto/AFP
Vincenzo Pinto/AFP

Itália reabrirá fronteiras aos turistas da Europa em 3 de junho

A partir dessa data, os italianos também poderão viajar livremente por todo país, sem restrições, a menos que haja um surto da epidemia

Redação, O Estado de S.Paulo

16 de maio de 2020 | 11h05

ROMA - O governo da Itália vai reabrir suas fronteiras para turistas da União Europeia (UE) a partir de 3 de junho e removerá o isolamento obrigatório de 14 dias para visitantes estrangeiros na península, disseram fontes oficiais neste sábado, 16. As fronteiras europeias do espaço Schengen estão fechadas atualmente. 

As medidas foram anunciadas após a reunião de um Conselho de Ministros de cerca de 10 horas, realizado na noite de sexta para sábado, e presidido pelo chefe de governo Giuseppe Conte.

Serão aplicadas "em conformidade com os vínculos derivados da ordem jurídica da União Europeia", afirmou o comunicado. Essas decisões poderão ser modificadas com base no "risco epidemiológico" no país, onde mais de 31 mil pessoas morreram vítimas do novo coronavírus.

O turismo é um dos principais setores da economia italiana e é responsável por cerca de 13% do PIB.

"A abertura das fronteiras italianas aos cidadãos europeus não apenas favorece o turismo, como também salva as colheitas com o retorno de cerca de 150 mil diaristas de Romênia, Polônia e Bulgária", disse um dos principais sindicatos agrícolas, o Coldiretti. 

A partir de 3 de junho, os italianos também poderão viajar livremente por todo país, sem restrições, a menos que haja um surto da epidemia.

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Confinados desde 10 de março e autorizados a se deslocar apenas em seu município por razões de saúde, ou a trabalho, os italianos poderão transitar a partir de segunda-feira, 18, dentro de sua região, de acordo com o comunicado do governo.

Com a abertura antecipada de muitas empresas na próxima semana, o país estabelecerá medidas como a separação de um metro entre os clientes para evitar novas infecções.

A reunião do Conselho de Ministros foi adiada várias vezes ao longo do dia ontem para permitir a contribuição das diversas regiões e províncias autônomas, recentemente divididas sobre a retomada dos movimentos internos.

Queda no número diário de vítimas 

A Itália, com 223 mil infectados e 31,6 mil mortos, continua se abrindo diante da queda no número diário de vítimas do vírus SARS-CoV-2 e da contenção do contágio. Contudo, as viagens internas poderão ser canceladas em caso de um novo surto, de acordo com o decreto.

Por outro lado, a partir da próxima segunda-feira, todas as restrições de movimento dentro da mesma região serão suspensas. Até agora, as pessoas só podiam deixar suas casas para comprar comida, trabalhar, ir ao pronto-socorro e, recentemente, visitar parentes ou praticar esportes ao ar livre.

No mesmo dia, como anunciado, muitos dos negócios do país, como cabeleireiros ou do setor de alimentação, como bares e restaurantes, que estavam programados para abrir em 1º de junho, vão voltar a abrir as portas.

Mas será necessário seguir um protocolo de segurança que o governo definiu com as regiões autônomas na sexta-feira. Muitos comerciantes italianos expressaram a sua preocupação com a falta de indicações a apenas três dias do retorno à atividade. / AFP e EFE

 

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