Itália reforça polícia romana após onda de assassinatos

O Ministério do Interior da Itália ordenou nesta quinta-feira o reforço policial de Roma, após o assassinato de um imigrante chinês de 45 anos e de sua filha, uma bebê de oito meses, que estava no colo do pai, durante um assalto. Segundo testemunhas, o homem que matou o imigrante e a filha com um só tiro, na quarta-feira, falava italiano com sotaque romano. A agência italiana Ansa informou que apenas nos últimos 12 meses ocorreram 35 latrocínios na capital italiana, numa "verdadeira explosão da criminalidade".

AE, Agência Estado

05 de janeiro de 2012 | 19h12

O vice-ministro Giuseppe Pecoraro disse que a força policial da capital italiana será ampliada em 130 policiais e investigadores.

A polícia disse que o assassinato do imigrante chinês e sua filha ocorreu na noite de ontem, quando ladrões abordaram o imigrante, que tem uma loja na periferia, a esposa e a filha na frente do estabelecimento, exigindo dinheiro. Quando o imigrante se recusou a dar o dinheiro, a mulher foi ferida com uma facada e outro ladrão atirou contra o peito do comerciante, que segurava a filha no colo. A mesma bala matou pai e filha.

Desde o ano passado, Roma está alarmada com uma grande quantidade de latrocínios cometidos nas ruas, aparentemente conduzidos por supostos mafiosos locais. A agência Ansa disse "é alto o temor de infiltração da criminalidade organizada" na capital. Segundo a Ansa, a onda de assassinatos na capital italiana trouxe de volta o temor de ressurgimento da sanguinária "banda della Magliana", uma máfia romana que foi desmantelada no começo dos anos 1990.

As informações são da Associated Press.

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