AP Photo/Emilio Morenatti
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Itália resgata 6,5 mil imigrantes no Mediterrâneo

Embarcações com centenas de imigrantes foram localizadas pela Guarda Costeira, por ONGs e pela Marinha; segundo relato da organização Médicos Sem Fronteiras, dois bebês prematuros de apenas 5 dias estavam em um dos barcos

O Estado de S. Paulo

30 Agosto 2016 | 15h13

ROMA - A Guarda Costeira da Itália resgatou 6.500 pessoas no Canal da Sicília em 40 operações de socorro, informou na segunda-feira, 29, a instituição. Nas operações de resgate participaram a Marinha italiana, ONGs e a própria Guarda Costeira, assim como navios pertencentes aos dispositivos europeus Frontex e Eunavformed, acrescentou a instituição em sua conta no Twitter.

Em seu site, a ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) informou que participou da operação e descreveu que entre os refugiados resgatados estavam dois irmãos gêmeos nascido há apenas cinco dias. "Passamos por uma incrível história, que foi o resgate de dois bebês prematuros nascidos de oitro meses há apenas cinco dias", disse Antonia Zemp, líder da equipe médica da MSF. 

"A mãe estava viajando sozinha. Um dos bebês não estava bem - ele vomitava, estava com hipotermia e não reagia a estímulos. Depois de uma primeira avaliaçao, nossos médicos pediram ajuda para retirá-los do mar mais rapidamente porque sua saúde estava tão fragilizada que ele não sobreviveria a longa jornada até a Itália em nosso barco", completou Antonia.

No domingo, as autoridades italianas resgataram outras 1,1 mil pessoas que tentavam chegar ao país em diversas embarcações. 

A Organização Internacional de Migrações (OIM) elevou no domingo a 322.914 o número de imigrantes e refugiados que conseguiram chegar à Europa neste ano após atravessar o Mediterrâneo por diferentes rotas, enquanto o número de mortos já supera os 2,5 mil.

No ano passado, a OIM qualificou o Mediterrâneo como a rota "mais mortal para os imigrantes que buscam uma vida melhor". / EFE

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