Itália se dispõe a mediar troca de presos entre Líbano e Israel

O primeiro-ministro italiano, Romano Prodi, expressou em Beirute a seu colega libanês, Fouad Siniora, a disposição da Itália em colaborar no intercâmbio de prisioneiros entre Israel e o grupo xiita libanês Hezbollah.Prodi, que chegou a Beirute na noite de terça-feira, disse em entrevista coletiva concedida nesta quarta-feira, junto a Siniora, que "a estabilidade do Líbano é um meio para se obter a estabilidade da região".O seqüestro de dois soldados israelenses pelo Hezbollah em 12 de julho foi o que detonou a guerra não declarada do Estado judeu contra o grupo, que causou milhares de vítimas, um milhão de deslocados e vários prejuízos materiais.O primeiro-ministro italiano afirmou que sua viagem ao país era para mostrar o apoio de seu governo e de seu pessoal a Siniora, cuja renúncia é solicitada pelos grupos pró-Síria.O premier libanês "se mostrou um verdadeiro líder nos tempos difíceis pelos quais o Líbano atravessou", declarou Prodi.Siniora ressaltou que existe vontade internacional para ajudar o Líbano a recuperar sua soberania e para que haja apenas uma autoridade em todo o território.Conselho de SegurançaAlém disso, o governante libanês disse que Israel deve aplicar a resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU, que pôs fim aos 34 dias de conflito entre Israel e o Hisbolá."Israel deve se retirar das áreas ainda ocupadas e deixar de violar o espaço aéreo nacional" do Líbano, afirmou Siniora, reiterando que nem a Itália, nem a União Européia e a Comunidade Internacional impuseram condições a Beirute. Siniora disse que, se estas potências colocassem condições ao Líbano, seu país "nunca as aceitaria".O chefe do governo libanês comentou que tinha conversado com seu colega sobre a maneira como a Itália pode ajudar o Líbano e contribuir para que Israel aplique a resolução 1701.Siniora explicou ainda que tinha discutido com Prodi sobre a reconstrução do país e expressou sua esperança de que a conferência internacional prevista para o final do ano sobre o Líbano possa "salvar a economia" do país.

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