Paolo Salmoirago/EFE/EPA
Paolo Salmoirago/EFE/EPA

Itália soma 692 mortes por covid-19 em 24h e pensa em como administrar o Natal

Entre as medidas estudadas estão a abertura de lojas até as 22h e de bares e restaurantes a partir das 18h, com prevenção e limite de capacidade

Redação, O Estado de S.Paulo

21 de novembro de 2020 | 14h35

ROMA - As autoridades italianas informaram neste sábado, 21, que nas últimas 24 horas 692 pessoas morreram de coronavírus e 34. 767 se infectaram. O executivo estuda, agora, como administrar o Natal com medidas que evitem multidões e a disseminação do vírus, mas sem prejudicar a economia.

O ministro da Saúde italiano, Roberto Speranza, afirmou que "a pressão sobre os serviços de saúde ainda é muito forte" e que "o índice Rt de contágio continua acima de 1". Por isso, diz, não é hora de baixar a guarda.

“Os primeiros sinais de um controle da curva já estão sendo vistos após semanas de crescimento vertiginoso, mas ainda não é suficiente”, frisou.

Entre as medidas que o executivo estuda para o período natalino estão a abertura de lojas até as 22h e de bares e restaurantes a partir das 18h (horário de fechamento nacional para esses estabelecimentos). Os estabelecimentos deverão, no entanto,  adotar uma série de medidas de prevenção, como limitação de capacidade.

O governo quer evitar penalizar a atividade econômica em um período tão importante para o comércio como o Natal, mas especialistas alertam que um relaxamento excessivo das regras pode levar a um novo descontrole da curva que exigiria novas ações mais duras a partir de janeiro.

Há divisão de opiniões dentro do Poder Executivo e o ministro do Sul, Giuseppe Provenzano, argumentou que "não só é prematuro, mas também impróprio discutir o Natal agora", pedindo cautela.

Das quase 35 mil novas infecções em 24 horas, 8.853 foram registradas na Lombardia, a região mais atingida pela pandemia, enquanto o Veneto veio em segundo lugar, com 3.567 novos casos, e em seguida, Campânia, com 3.554.

Existem atualmente cerca de 34 mil pacientes internados em hospitais e 3.758 em unidades de terapia intensiva. /EFE

 

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