Itália teme crise humanitária 'catastrófica' na Líbia

O ministro de Interior italiano, Roberto Maroni, pediu hoje que seus parceiros da União Europeia (UE) ajudem o país a lidar com o que ele qualificou como a possibilidade de uma "crise humanitária catastrófica" na Líbia. "Nós não podemos ser deixados sozinhos" diante desse problema, disse Marone em Bruxelas, onde se encontrou com colegas do bloco europeu. Maroni falava sobre como responder a um potencial êxodo do norte da África para a Europa. "Nós estamos enfrentando uma emergência humanitária, e eu peço à Europa para tomar todas as medidas necessárias para lidar com uma crise humanitária catastrófica", afirmou.

GABRIEL BUENO, Agência Estado

24 de fevereiro de 2011 | 08h56

O ministro disse que a Itália enfrenta o risco potencial de uma "invasão de 1,5 milhão de pessoas", o que levaria o país europeu a "ficar de joelhos". Roma advertiu ontem para um êxodo de "proporções bíblicas", se o governante líbio, Muamar Kadafi, for derrubado. Segundo o governo italiano, até 300 mil imigrantes poderiam seguir para a costa europeia em um curto período. "Nós sabemos o que nos espera quando o regime líbio cair", disse ontem Frattini. "Uma onda de 200 mil a 300 mil imigrantes. Isso seria dez vezes maior que o número de albaneses (que imigraram) nos anos 1990."

Além dos milhares de líbios fugindo da violência resultante dos protestos e da repressão oficial, há até 1,5 milhão de pessoas de outros países da África que vivem na Líbia, em busca de melhores condições de vida. Kadafi já ameaçou que pode voltar atrás em acordos com a UE para barrar esse fluxo de imigrantes.

A Itália já enfrenta um grande afluxo de imigrantes vindos da Tunísia para sua ilha de Lampedusa, desde que o presidente tunisiano Zine El Abidine Ben Ali foi deposto. No fim de semana, a UE lançou uma missão para ajudar a Itália a lidar com o movimento em Lampedusa, enviando 30 pessoas, um avião e navios. As informações são da Dow Jones.

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