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Italianas capturadas pela Frente Al-Nusra na Síria são libertadas

Meios de comunicação italianos disseram que as mulheres estavam na Turquia e voariam par a Itália nesta sexta-feira

O Estado de S. Paulo

15 de janeiro de 2015 | 20h57

ROMA - Duas mulheres italianas sequestradas por militantes islamitas enquanto faziam trabalhos humanitários no norte da Síria no ano passado foram libertadas e estão a caminho de Roma, segundo informações do governo italiano.

Acredita-se que as mulheres, Greta Ramelli e Vanessa Marzullo, foram sequestradas em julho ou agosto pela Frente Al-Nusra, grupo afiliado à Al-Qaeda. Elas estavam entre ocidentais na Síria que que foram capturados pela Frente Al-Nusra e o grupo militante Estado Islâmico (EI). O EI decapitou pelo menos cinco prisioneiros ocidentais, incluindo três americanos.


Não ficou claro por que Greta e Vanessa foram soltas ou precisamente como estavam voltando para casa. Meios de comunicação italianos disseram que as mulheres, que têm em torno de 20 anos, estavam na Turquia e voariam par a Itália nesta sexta-feira.

Greta Ramelli e Vanessa Marzullo estão livres, elas logo voltarão para a Itália", diz em uma mensagem no Twitter publicada no perfil do primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi.

O governo italiano disse em agosto que as mulheres, membros de uma associação de ajuda humanitária que trabalhavam no norte da Síria, na cidade de Alepo, haviam sido capturadas. 

Jornais italianos reportaram relatos conflitantes sobre o sequestro, sugerindo que foram levadas por diferentes grupos.

Em entrevista ao Corriere della Sera, um dos principais jornais italianos, um colega das mulheres sequestradas disse que elas foram para a Síria anteriormente e não estavam despreparadas para esse tipo de situação.

Em um vídeo publicado no YouTube supostamente produzido por seus sequestradores em meados de dezembro e divulgado há algumas semanas, as mulheres disseram que suas vidas estavam em perigo  e imploraram para que o governo italiano tomasse alguma atitude para resgatá-las.   / NYT

 

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