Italiano seqüestrado em Gaza já foi libertado

O italiano Alessandro Piero, seqüestrado hoje na localidade de Khan Yunes, foi posto em liberdade por seus captores, militantes de uma facção das Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, filiadas ao Fatah, informaram fontes da segurança palestina. Piero fazia parte de uma delegação da União Européia (UE) que realiza uma visita de solidariedade com o povo palestino na Faixa de Gaza, informaram as mesmas fontes.Diferentemente do que havia sido informado anteriormente, a pessoa que havia sido seqüestrada é um homem. A informação foi corrigida pelo Ministério do Interior. O erro na informação ocorreu porque uma eurodeputada italiana, Luisa Morganini, havia informado antes, por telefone à Agência Palestina de Notícias Ramaatán, que a vítima era uma universitária de seu país, que faz parte de uma suposta delegação de professores e estudantes em visita a Gaza. A deputada desmentiu dessa forma que a seqüestrada, como indicaram inicialmente fontes de Khan Yunes, fosse uma jornalista italiana.O ministro da ANP Sufian Abu Zeideh, em declarações à rádio pública israelense, disse que os seqüestrados eram dois, mas o porta-voz do Ministério do Interior só se referiu a um.SeqüestroEm companhia de uma família, Piero ia tomar um ônibus para continuar sua visita, mas acabou atrasando-se. Essa circunstância propiciou a atuação rápida dos seqüestradores que forçaram Piero a subir em um automóvel, encontrado posteriormente pela Polícia, para fugir, disseram as fontes.Trata-se do segundo seqüestro de europeus na Faixa de Gaza em uma semana. O outro caso de seqüestro foi o de uma ativista defensora dos direitos humanos e seus pais na Cidade de Gaza. Eles foram libertados na sexta-feira passada. O Governo israelense, segundo a rádio pública do país, preocupa-se com os seqüestros já que começam a chegar à região centenas de europeus e americanos, entre outros, para supervisionar as eleições legislativas palestinas do próximo dia 25 em Gaza e na Cisjordânia. Nenhuma organização reivindicou por enquanto o seqüestro em Khan Yunes.

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