Heng Sinith/AP
Heng Sinith/AP

Italiano tenta burlar vacinação contra a covid com braço falso de silicone

Homem de 50 anos pretendia obter o passaporte de vacinação, exigido por alguns países europeus, sem efetivamente se vacinar; ele foi descoberto pela enfermeira

Redação, O Estado de S.Paulo

03 de dezembro de 2021 | 12h42
Atualizado 03 de dezembro de 2021 | 13h18

ROMA - A combinação do endurecimento das medidas restritivas na Europa e o pensamento antivacina resultou em um caso curioso na Itália. Um cidadão italiano de 50 anos, que queria obter o passaporte anticovid - exigido por alguns países da União Europeia - mas não queria tomar a vacina, tentou enganar as autoridades utilizando um braço falso de silicone.

O caso, que foi divulgado pelas autoridades italianas nesta sexta-feira, 3, aconteceu um dia antes, na região de Piamonte, no noroeste do país. "O caso beiraria o ridículo se não estivéssemos falando de um gesto de enorme gravidade, inaceitável diante do sacrifício que a pandemia está fazendo toda a nossa comunidade pagar, em termos de vidas humanas e custos sociais e econômicos", lamentou em uma rede social o governador Alberto Cirio.

O homem em questão se apresentou na quinta-feira à noite em um centro de vacinas da cidade de Biella, com a ideia de enganar os profissionais da saúde. A prótese estava muito bem feita, mas a cor e a sensação do tato imediatamente geraram suspeitas na enfermeira encarregada de aplicar a vacina nele, que lhe pediu que tirasse a camisa - o que revelou sua "tática" para trapacear.

Depois, ele pediu à enfermeira que agisse como se não tivesse visto nada, o que ela se recusou a fazer e avisou aos seus colegas, que ficaram pasmos. De acordo com o governador, o homem terá que responder sobre o caso na Justiça./ AFP

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