Italianos da 'clínica dos horrores' são condenados

Um tribunal em Milão (norte da Itália) condenou três médicos por realizarem cirurgias desnecessárias em pacientes, no que a mídia italiana apelidou de "Clínica dos Horrores". O cirurgião-chefe da clínica, Pier Paolo Brega Massone, foi condenado a 15 anos e meio de prisão. O tribunal emitiu a sentença na noite de ontem, no que se tornou num dos piores casos de fraude médica na Itália nos últimos anos.

AE, Agência Estado

29 de outubro de 2010 | 18h10

Os procuradores encontraram várias provas de que cirurgias desnecessárias, incluindo amputações, foram realizadas em 83 pacientes na clínica Santa Rita, uma das principais da metrópole lombarda. Os médicos realizavam as cirurgias desnecessárias, que prejudicaram vários pacientes, para serem reembolsados pelo Ministério da Saúde italiano.

Brega Massone, o cirurgião-chefe, foi acusado e sentenciado por causar dores nos pacientes através de cirurgias inúteis, inclusive em pacientes terminais, com o único objetivo de "ganhos econômicos e profissionais". Dois outros cirurgiões, Pietro Fabio Presicci e Marco Pansera, foram condenados a 10 anos e 6 anos de prisão, respectivamente. Outros dois médicos e uma médica receberam penas de prisão de 11 meses a 2 anos, enquanto o ex anestesista Giuseppe Sala foi absolvido.

"Brega Massone é um criminoso em série que cometeu os piores tipos de crimes - traiu os que confiavam nele, os pacientes", disse a Associação Profissional de Médicos da Itália, que processa Massone em outra ação, na qual pede que ele pague indenizações de 3 milhões de euros (US$ 4,2 milhões) por supostos danos à profissão.

Durante o julgamento, os procuradores exibiram trechos de conversas telefônicas entre os médicos da clínica, gravadas pela polícia. Os médicos da Clínica Santa Rita foram detidos em 2008. As informações são da Associated Press.

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