Italianos fazem vigília por reféns no Iraque

Dezenas de milhares de italianos se mantiveram em vigília no centro de Roma, enquanto o primeiro-ministro Silvio Berlusconi recebia o presidente interino do Iraque, Ghazi al-Yawer, com quem discutiu a situação de duas italianas seqüestradas esta semana em Bagdá. Hoje, um grupo que afirma ter capturado Simona Torretta e Simona Pari - voluntárias de uma ONG - exigiu num site islâmico que o governo italiano solte dentro de 24 horas todas as mulheres muçulmanas presas na Itália. As autoridades de Roma disseram não ter como confirmar a veracidade do comunicado, mas garantiram que se empenhariam em libertar qualquer pessoa detida injustamente. Pelo menos sete italianos foram feitos reféns no Iraque desde abril, dos quais dois foram executados (um segurança e um jornalista) depois que o governo da Itália se recusou a retirar suas tropas, como queriam os seqüestradores. A subsecretária de Relações Exteriores da Itália, Margarita Boniver, assegurou que o país se empenha para obter a libertação das duas mulheres, mas excluiu a possibilidade de negociar diretamente com seus captores. Ela esteve em Amã, como parte de uma viagem para obter a intervenção de líderes religiosos e políticos do mundo árabe.

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