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Italianos também foram imigrantes malvistos

"Nossos governantes abriram demais nossas fronteiras. Mas, acima de tudo, eles não têm sido capazes de escolher aqueles que pensam em viver por sua própria inteligência e os que pensam em viver de atividades criminosas." Não é raro ouvir um discurso semelhante de políticos ou do restante da população na Itália. Mas o trecho acima pertence a um relatório do Congresso americano sobre imigrantes italianos, datado de 1912. Quando emigravam em massa, os italianos eram alvos, na América, do mesmo preconceito que nutrem hoje contra cidadãos estrangeiros.

, O Estadao de S.Paulo

13 de setembro de 2009 | 00h00

A aversão aos italianos, que nos EUA chegou a receber o nome de italofobia, encontrou seu auge na época em que mais de 4 milhões de italianos desembarcaram em Nova York, entre 1880 e 1920. Brasil, Argentina, França, Canadá, Uruguai, Austrália e Alemanha também foram escolhidos como destino. No Brasil, há mais de 25 milhões de descendentes.

Só a partir dos anos 60 o fluxo se inverteu, com a chegada dos primeiros líbios, colonizados pela Itália, e com o retorno de emigrantes que haviam partido para a América do Sul.

Nos últimos nove anos, o fenômeno intensificou-se com a chegada maciça de romenos, albaneses e africanos - que somavam cerca de 230 mil cada em 2003.

"França, Grã-Bretanha, Espanha, Portugal, todos os grandes países europeus tinham muitas colônias e receberam grandes fluxos migratórios. A Itália não", lembra Peter Schapfer, chefe da Organização Internacional para Migração (OIM), em Roma.

"Sem experiência, acreditava-se que sua adaptação seria automática. Passamos a gerenciar tarde a imigração, gastando muito em repressão e quase nada em adaptação", disse o representante da entidade, fundada há 58 anos.

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