Itamaraty busca reversão de prisão de garota em EAU

O Ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, disse hoje em Santos (SP) que o Itamaraty está ajudando e trabalhando com a família e com os advogados da adolescente brasileira de 14 anos condenada à prisão nos Emirados Árabes por ter feito sexo com um paquistanês. A menina, a mãe brasileira e o padrasto alemão moram há cerca de um ano em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, país que considera ilegais as relações sexuais consensuais fora do casamento.

REJANE LIMA, Agência Estado

12 de agosto de 2010 | 19h27

Amorim argumentou que a diplomacia brasileira tem convicção de que tem que ajudar a resolver a situação "mas de maneira discreta". "De acordo com a nossa lei, (ela) é uma criança e de acordo com o estatuto internacional da criança, ela é uma criança de 14 anos", analisou. "Agora também é uma questão que envolve a justiça de um outro país, então não é uma questão que nós possamos interferir de uma forma que cause resistência", acrescentou o ministro.

Questionado se considera a pena aplicada à adolescente severa, o ministro limitou-se a dizer que "é uma criança, você quer que eu diga mais que isso?". "Invés de ficar dando opinião sobre a justiça dos outros países eu prefiro agir de maneira mais eficaz, e para ser eficaz tem que ser discreto", completou.

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