Facebook
Facebook

Itamaraty convoca embaixadora da Nicarágua por morte de estudante brasileira

Chanceler Aloysio Nunes também convoca para consultas o embaixador do Brasil na Nicarágua, Luís Cláudio Villafañe

Lu Aiko Otta / Brasília, O Estado de S.Paulo

24 Julho 2018 | 21h32

Numa dura reação à morte da estudante brasileira Raynéia Gabrielle Lima durante repressão a protestos em Manágua, ocorrida nesta terça-feira, 24, o governo brasileiro convocou a embaixadora da Nicarágua, Lorena Martínez, a dar explicações sobre o episódio. Além disso, chamou de volta o embaixador brasileiro naquele país, Luis Cláudio Villafagne, num gesto diplomático que expressa uma forte insatisfação. 

As duas iniciativas se seguem a uma nota divulgada mais cedo pelo Itamaraty, na qual o governo brasileiro diz ter recebido com “profunda indignação” a notícia da morte da jovem e condena o uso excessivo da força e o uso de paramilitares para reprimir protestos.

+ Espanha diz que Nicarágua está 'quase em guerra civil' e recomenda não viajar ao país

Segundo o Itamaraty, Raynéia foi atingida por disparos “em circunstâncias sobre as quais está buscando esclarecimentos junto ao governo nicaraguense.” Explicações foram pedidas à embaixadora, que foi recebida hoje mais cedo pelo subsecretário-geral de América Latina e Caribe, embaixador Paulo Estivallet de Mesquita.

“Diante do ocorrido, o governo brasileiro torna a condenar o aprofundamento da repressão, o uso desproporcional e letal da força e o emprego de grupos paramilitares em operações coordenadas pelas equipes de segurança, conforme constatado pelo Mecanismo Especial de Seguimento para a Nicarágua instalado para implementar as recomendações da Comissão Interamericana de Direitos Humanos”, diz a nota divulgada pelo governo.

“Ao repudiar a perseguição de manifestantes, estudantes e defensores dos direitos humanos, o governo brasileiro volta a instar o governo da Nicarágua a garantir o exercício dos direitos individuais e das liberdades públicas.” 

A nota termina com um apelo para que autoridades nicaraguenses identifiquem e punam os responsáveis pelo “ato criminoso”. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.