AP Photo/Patrick Semansky
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Itamaraty diz que adesão de militares a Guaidó é positiva e pede transição democrática

'O reconhecimento de militares a Guaidó é um dever constitucional de lealdade', afirmou o chanceler Ernesto Araújo

Redação, O Estado de S.Paulo

30 de abril de 2019 | 10h54

O ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo disse nesta terça-feira, 30, que a movimentação de militares e da oposição contra o regime chavista é positiva e espera que as Forças Armadas façam parte de uma transição democrática na Venezuela

"O reconhecimento de militares a Guaidó é um dever constitucional de lealdade", disse Araújo. "O Brasil espera que os militares sejam parte da transição democrática na Venezuela."

Araújo ainda disse que o governo brasileiro pretende acompanhar minuto a minuto o desenrolar da crise no país vizinho. O chanceler afirmou também que o Brasil mantém seu apoio às sanções econômicas à Venezuela e espera que "todas as forças venezuelanas atendam ao chamado da democracia.

Guaidó e seu padrinho Leopoldo López, que fugiu da prisão domiciliar com auxílio de dissidentes do serviço secreto, estão na Base Aérea de La Carlota, onde contam com o apoio de alguns militares. Eles convocaram a população a tomar as ruas contra o presidente Nicolás Maduro. 

O chavismo convocou seus partidários para "defender" o palácio de Miraflores. Parte da cúpula militar, liderada pelo ministro da Defesa Vladimir Padrino, segue leal a Maduro. 

 

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