Itamaraty envia amanhã avião para resgate de brasileiros no Líbano

O ministro da Defesa, Valdir Pires, informou que amanhã, 21, a Força Aérea Brasileira (FAB) envia um novo avião - um Boeing 707 - com capacidade de 160 passageiros, para resgatar mais brasileiros que estão no Líbano em áreas atacadas por Israel.Questionado se não estaria havendo lentidão no resgate dos brasileiros, Valdir Pires respondeu: "tudo isso é uma questão de logística que depende das nossas possibilidades". Cerca de 700 brasileiros esperam pela operação de retirada do Líbano e de outros países da região por causa dos ataques israelenses ao país. Quinhentos deles já entraram em contato com o consulado de Beirute, outros 100 com a embaixada de Amã, na Jordânia e o mesmo número com a embaixada de Damasco, na Síria. O governo brasileiro só tem um avião disponível para o transporte, o chamado Sucatão da FAB, que era utilizado pelo presidente. Amorim disse que o Itamaraty vai chamar a embaixadora israelense em Brasília, Tzipora Rimon, nesta quinta-feira para falar do conflito e pedir garantias de que os brasileiros não serão atacados durante o trajeto para sair do Líbano. "Se tivermos um comboio brasileiro se deslocando numa estrada queremos ter certeza de que não vai haver bombardeio", afirmou Amorim.Novo planoO Itamaraty montou na cidade da Adana, no sul da Turquia, um núcleo de apoio aos brasileiros procedentes do Líbano, Síria e Jordânia que estão fugindo da escalada de violência do conflito no Oriente Médio."O núcleo já está em funcionamento e o objetivo será prestar assistência aos brasileiros que estão saindo do Líbano, seja por terra, ar ou mar", disse o chefe do núcleo, o ministro Laudemar Gonçalves de Aguiar, antes de embarcar nesta tarde em Londres com destino a Turquia. "Nossa expectativa é a saída de muito mais brasileiros da região do conflito, inclusive através de novos vôos da FAB."ResgatadosNa terça-feira à noite, dia 18, após 14 horas de vôo, os brasileiros que estavam no Líbano conseguiram chegar ao Brasil, na Base Aérea de São Paulo, em Guarulhos. Muito aliviados e emocionados, os passageiros (85 brasileiros, cinco argentinos, quatro libaneses e um uruguaio) foram recepcionados por cerca de 50 membros da comunidade libanesa do Brasil, que seguravam faixas antiguerra e de agradecimento ao presidente Lula pelos esforços diplomáticos para trazer as pessoas do Líbano.Para sair do país, eles lotaram um ônibus que foi escoltado pelo exército do Líbano até a fronteira com a Síria. De lá, o veículo seguiu para a Turquia, onde os passageiros foram embarcados em um avião da FAB para Recife e de lá para São Paulo.Chegam os fuzileiros americanosUm grupo de 40 fuzileiros navais dos Estados Unidos desembarcou nesta quinta-feira numa praia de Beirute, pela primeira vez em 23 anos, para ajudar a retirar os milhares de cidadãos americanos bloqueados no Líbano, além de outros estrangeiros, após oito dias de bombardeios israelenses, informou a imprensa libanesa.O Departamento de Defesa dos EUA contratou um cruzeiro comercial para ajudar nas tarefas de remoção dos cerca de 25 mil americanos que estão no Líbano, com um destróier para servir de escolta.Israel começou os ataques contra o Líbano no dia 12 deste mês, depois de o Hezbollah matar oito soldados do Estado judeu e seqüestrar outros dois para trocá-los por prisioneiros.

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