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Itamaraty ignora críticas e prepara embaixada em Mianmar

GENEBRA

, O Estadao de S.Paulo

17 de março de 2010 | 00h00

A política de abstenção constante do Brasil diante de violações de direitos humanos voltará a ser questionada em breve, quando o país abrir sua embaixada em Mianmar, conforme fontes do Itamaraty confirmaram ontem ao Estado.

A nova representação começaria a funcionar no segundo semestre, coincidindo com o aumento dos questionamentos sobre violações cometidas pelo regime. A relatoria da ONU para violações de direitos humanos em Mianmar foi liderada pelo brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro até 2008. Mas, no ano seguinte, o Brasil surpreendeu ao abster-se no tratamento do assunto em uma votação na Assembleia-Geral da ONU. A alegação era de que o tema caberia ao Conselho de Direitos Humanos.

Nos debates na ONU desta semana, o relator para a situação em Mianmar, Tomas Quintana, alertou para os mais de 2,1 mil prisioneiros políticos mantidos pelo regime, Ele também disse que não foi autorizado a reunir-se com a opositora e prêmio Nobel da Paz, Aung San Su Kyi. Quintana relatou o uso de prisioneiros para trabalhos forçados e o recrutamento de crianças como soldados.

Para o embaixador de Mianmar, Wunna Lwin, a conclusão da ONU "não tem objetividade". "Não há prisioneiros de consciência", afirmou. / J.C.

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