Itamaraty manifesta 'apoio e solidariedade' a Correa

O Ministério das Relações Exteriores emitiu na tarde de hoje um comunicado afirmando que o ministro Celso Amorim entrou em contato com o chanceler do Equador, Ricardo Patiño, para manifestar "apoio e solidariedade" ao presidente Rafael Correa.

SOLANGE SPIGLIATTI, Agência Estado

30 de setembro de 2010 | 16h21

O presidente equatoriano afirmou hoje que há uma tentativa de golpe em andamento. Ele qualificou os distúrbios no país como "uma tentativa de golpe da oposição". Centenas de policiais e alguns militares protestam contra uma nova lei que corta benefícios das forças de segurança.

"O ministro tem mantido o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva informado sobre as gestões em curso para uma resposta firme e coordenada do Mercosul, da Unasul (União das Nações Sul-americanas) e da OEA (Organização dos Estados Americanos), a fim de repudiar qualquer desrespeito à ordem constitucional naquele país irmão", diz o comunicado do Itamaraty.

Os manifestantes tomaram o controle do principal aeroporto internacional da capital, Quito, provocando a suspensão de voos. Rodovias foram bloqueadas e houve relatos de distúrbios e até roubos de bancos. Outros setores do funcionalismo também afetados pela nova lei se uniram aos protestos, incluindo os estudantes. Apesar disso, não há relatos de violência séria contra o governo.

Dezenas de partidários de Correa marcharam até o centro de Quito a fim de demonstrar apoio ao presidente. Um país tradicionalmente instável, o Equador vivia em um período de relativa paz e estabilidade desde a posse de Correa, em 2007. Economista com estudos nos Estados Unidos, Correa é de esquerda e próximo ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

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