Itamaraty manterá discrição em cúpula nuclear de Teerã

O Brasil optou por uma representação apenas protocolar na Conferência pelo Desarmamento e Não-Proliferação Nuclear que será realizada neste fim de semana no Irã. Convocada pelo governo de Mahmoud Ahmadinejad em resposta à Conferência de Segurança Nuclear nos Estados Unidos, a cúpula iraniana terá um representante brasileiro de menor peso político, o embaixador Antônio Luiz Spínola Salgado.

AE, Agência Estado

16 de abril de 2010 | 09h02

Reforçando a discrição, o embaixador Salgado não fará pronunciamentos oficiais. A ordem no Itamaraty é que, mesmo tendo se posicionado contra sanções ao Irã no encontro de Washington, o Brasil tratará a conferência iraniana como algo menor. Na cúpula norte-americana, que terminou na terça-feira passada, o País foi representado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo chanceler Celso Amorim.

O lema da conferência iraniana, segundo o embaixador do Irã no Brasil, Mohsen Shaterzadeh, é "Arma atômica para ninguém; energia nuclear para todos". Shaterzadeh disse que "o Irã sempre defendeu o fim das armas nucleares". Não só, segundo ele, por ser contra os artefatos que ameaçam a segurança do planeta, mas também porque o islamismo rejeita esse tipo de arma. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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