Itamaraty propõe comitê independente para avaliar Bustani

O Ministério das Relações Exteriores expediu nesta quinta-feira nota oficial na qual propõe a criação de um Comitê Extraordinário destinado a rever, de forma ?isenta e independente?, a adminsitração do diretor-geral da Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq), José Maurício Bustani.Com a criação deste comitê, de acordo com a nota, o embaixador brasileiro teria a oportunidade de defender-se das acusações de gestão ineficiente à frente da Opaq feitas pelos Estados Unidos.A nota reafirma ainda o pleno apoio e solidariedade ao embaixador José Maurício Bustani, diretor-geral da Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq) e classifica de infundadas as versões de falta de empenho na defesa do mandato do diretor-geral à frente da Opaq."O governo brasileiro instruiu sua delegação ao Conselho Executivo da Opaq a votar contrariamente à moção norte-americana de "não-confiança" no diretor-geral da Organização, e a fazer o mesmo diante de qualquer outra iniciativa tendente ao seu afastamento. Instruções foram expedidas a nossas embaixadas com vistas a obter, entre os demais membros do Conselho Executivo, apoio às posições defendidas pelo Brasil", diz a nota.De acordo com a nota do Ministério das Relações Exteriores, em resposta à consulta formulada por iniciativa do governo brasileiro, o consultor jurídico da Opaq confirmou o entendimento de que o Conselho Executivo da Organização não tem autoridade jurídica para considerar a iniciativa de destituição do diretor-geral de suas funções.Acrescenta ainda que a delegação brasileira foi também instruída a circular, no Conselho Executivo, projeto propondo a instituição de um comitê destinado a rever a gestão de Bustani, onde o embaixador poderia defender-se. "Trata-se de iniciativa que o Brasil espera venha a receber apoio de todos os membros do Conselho Executivo", afirma a nota.

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