EFE / Mauricio Dueñas Castañeda
EFE / Mauricio Dueñas Castañeda

Iván Duque notifica Unasul e Colômbia deixará bloco em seis meses

Presidente colombiano acusa organização de ser 'cúmplice da ditadura da Venezuela' por se omitir em relação ao 'tratamento brutal' de Caracas contra seus cidadãos

O Estado de S.Paulo

28 Agosto 2018 | 03h01

BOGOTÁ - O presidente colombiano, Iván Duque, anunciou nesta segunda-feira, 28, que notificou oficialmente a União das Nações Sul-americanas (Unasul) sobre sua decisão de se retirar do bloco, estipulando o prazo de seis meses para a saída definitiva da Colômbia. A decisão havia sido adiantada em 10 de agosto pelo chanceler colombiano, Carlos Holmes Trujillo, três dias depois da posse de Duque, após o novo governo acusar a organização de ser "cúmplice da ditadura da Venezuela".

"Durante muitos anos denunciei publicamente que a Colômbia não deveria ser parte da Unasul porque se trata de uma instituição que se tem prestado, com seu silêncio e, muitas vezes, com sua complacência, a não denunciar o tratamento brutal da ditadura venezuelana a todos os cidadãos", disse Duque. Segundo ele, o bloco "nunca denunciou ninguém pelos abusos" e tampouco garantiu "a liberdade dos venezuelanos".

Apesar da saída, o presidente garantiu que a Colômbia continuará trabalhando pelo multilateralismo na região. "No entanto, não seguiremos parte de uma instituição que foi grande cúmplice da ditadura da Venezuela", afirmou Duque.

A retirada da Colômbia havia sido antecipada em 10 de agosto pelo chanceler colombiano, Carlos Holmes Trujillo, agravando a situação do bloco. Em abril, o Brasil e outros cinco países, entre eles a Colômbia, suspenderam sua participação na Unasul em protesto contra o veto da Venezuela à nomeação do argentino José Octavio Bordón ao cargo de secretário-geral, em janeiro de 2017. Uma reunião entre os membros da organização está prevista para mês que vem em Montedivéu para discutir sua revitalização e retirá-la da paralisia. //EFE, ASSOCIATED PRESS, AFP

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