Ivan já é um dos furacões mais mortíferos na história

O furacão Ivan, que chega ao extremo oeste da ilha de Cuba, ameaçando os maiores campos de cultivo de tabaco do país, tornou-se a sexta tempestade mais mortífera da história a passar pelo Caribe. O número oficial de mortos em Granada, por onde o Ivan passou na sexta-feira, foi revisado hoje de 19 para 37. Com isso, até hoje o número de mortes deixado pelo Ivan chega a 67.Além de Granada, ocorreram 20 mortes na Jamaica, 1 em Trinidad e Tobago, 4 na República Dominicana e 5 na Venezuela. O furacão causou danos também em San Vicente e Granadinas e nas Ilhas Cayman, por onde passou domingo.Com ventos de até 260 quilômetros por hora, o Ivan voltou à categoria 5 - a mais alta da escala Saffir-Simpson - ao aproximar-se de Cuba. Apesar de seu núcleo não passar diretamente pelo território cubano, a simples aproximação do fenômeno causou tempestades que provocaram ondas de até sete metros de altura. Os efeitos do fenômeno foram sentidos em Havana. Por precaução, o governo retirou quase 2 milhões de moradores das cidades do oeste da ilha. O líder cubano, Fidel Castro, comandou pessoalmente o trabalho de monitoramento do furacão. Desde domingo, as emissoras de rádio e TV informavam em tempo integral sobre a posição e a intensidade do Ivan.

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