AFP PHOTO / POOL / JO Yong-hak
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Ivanka Trump e general norte-coreano estarão no encerramento da Olimpíada de Inverno

De acordo com fonte do governo americano, não está previsto qualquer contato entre filha e assessora do presidente americano, Donald Trump, e Kim Yong-chol, que tem um importante papel no Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte

O Estado de S.Paulo

22 Fevereiro 2018 | 10h28

SEUL - Ivanka trump, filha mais velha e assessora do presidente americano, Donald Trump, e Kim Yong-chol, um importante general norte-coreano, participarão no domingo da cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Inverno na Coreia do Sul. De acordo com um funcionário do alto escalão do governo americano, não está previsto qualquer tipo de contato de Ivanka com o representante norte-coreano. 

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Os Jogos de PyeongChang interromperam uma escalada de acusações ameaças e insultos entre Trump e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, e também  contribuíram para diminuir a tensão na relação entre Pyongyang e Seul.

Na cerimônia de abertura estiveram presentes a irmã de Kim, Kim Yo-jong, e o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, que se sentaram a poucos metros de distância no Estádio Olímpico, mas não se cumprimentaram ou conversaram.

Na ocasião, a norte-coreana canalizou a maior parte da atenção, ofuscando Pence. Ela também entregou uma carta manuscrita pelo seu irmão ao presidente sul-coreano, Moon Jae-in, o convidando para uma reunião na capital da Coreia do Norte em uma data oportuna.

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Para o encerramento da Olimpíada de Inverno, tratada como os “Jogos da Paz”, Trump decidiu recorrer à sua filha Ivanka, que provavelmente terá mais impacto midiático do que Pence. "O objetivo desta viagem é incentivar os atletas americanos (...), saudar estes Jogos e reafirmar a força da aliança entre Estados Unidos e Coreia do Sul", disse uma fonte americana.

Segundo a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, Ivanka é uma "amante dos esportes de inverno" e aceitou com entusiasmo esta missão que seu pai lhe encomendou.

A filha de Trump, que vai liderar a delegação americana, chegará a Seul na sexta-feira à noite e vai jantar com Moon Jae-in na Casa Azul - Moon também receberá a delegação norte-coreana. Durante o fim de semana, ela assistirá diversas competições em PyeongChang e no domingo à noite estará na cerimônia de encerramento.

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O general Kim Yong-chol, que tem um importante papel no Partido dos Trabalhadores (que governa o país), liderará a delegação de oito membros que visitará o Sul entre sexta-feira e domingo, informou o ministério da Unificação de Seul. 

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A presença dele na cerimônia de encerramento dos Jogos chama atenção porque os sul-coreanos suspeitam que tenha sido o general quem deu a ordem de atacar com torpedos a corveta sul-coreana Cheonan, em 2010, causando a morte de 46 marinheiros.

O ataque foi realizado por um submarino norte-coreano, segundo as conclusões de uma investigação internacional. Pyongyang nega a autoria do ataque.

O ministério de Defesa da Coreia do Sul também tinha relacionado o nome do general ao disparo de 170  projéteis de artilharia e mísseis contra a ilha de Yeonpyeong, em 2010, que deixou outros quatro mortos, incluindo dois civis.

O general Kim Yong-chol não é alvo de sanções da ONU que atingem funcionários norte-coreanos, mas é impactado por medidas de retaliação decididas pelas autoridades sul-coreanas. / AFP

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