YONHAP/EPA/EFE
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Ivanka Trump conclui viagem à Coreia do Sul sem se reunir com delegação norte-coreana

Filha de Donald Trump disse que foi uma 'fantástica primeira visita' ao país e agradeceu a 'cálida hospitalidade' dos sul-coreanos

O Estado de S.Paulo

26 Fevereiro 2018 | 00h47
Atualizado 26 Fevereiro 2018 | 08h47

SEUL - Ivanka Trump, filha e assessora do presidente americano, Donald Trump, concluiu nesta segunda-feira, 26, sua viagem à Coreia do Sul, na qual não se reuniu com a delegação norte-coreana que também esteve presente na cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Inverno de PyeongChang.

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Ivanka afirmou que se tratou de uma "fantástica primeira visita" à Coreia do Sul e agradeceu a "cálida hospitalidade" do país asiático, em breves declarações aos meios de comunicação pouco antes de tomar um avião rumo a Washington no Aeroporto Internacional de Incheon.

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No entanto, a assessora presidencial americana não respondeu ao ser questionada sobre a aparente vontade de dialogar com os EUA expressada pela delegação da Coreia do Norte neste fim de semana.

A viagem de Ivanka à Coreia do Sul havia despertado expectativas de um possível encontro entre ela e a representação norte-coreana, que também se encontra na Coreia do Sul em razão do encerramento dos Jogos Inverno e está liderada pelo general Kim Yong-chol.

Washington confirmou no fim de domingo que Ivanka não teve "interação alguma com a delegação norte-coreana". A porta-voz de Casa Branca, Sarah Huckabee Sanders, assegurou também em um comunicado que espera que a oferta de diálogo expressada pela Coreia do Norte represente "os primeiros passos no caminho para a desnuclearização" da península coreana. 

Durante uma reunião realizada no domingo com o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, o general norte-coreano Kim Yong-chol disse que seu país tem "suficiente vontade de dialogar com os EUA", o que alimenta certa esperança de que ambos retornem à mesa de negociação.

Seul está convencido de que o "degelo olímpico" propiciado pelos Jogos de Inverno entre as duas Coreias, que tecnicamente seguem em guerra, pode servir para que Pyongyang e Washington reúnam-se para conversar após um 2017 marcado pelos repetidos testes de armas norte-coreanas e as trocas de ameaças entre os dois países. / EFE

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