EFE/Carsten Koall
EFE/Carsten Koall

Ivanka Trump é vaiada ao defender seu pai

Em Berlim, a atual conselheira do presidente dos EUA defendeu a 'forte crença (de Trump) no potencial das mulheres' e disse buscar 'maneiras de empoderar as mulheres' 

O Estado de S.Paulo

25 Abril 2017 | 16h36

BERLIM -  Ivanka Trump passou por uma saia-justa nesta terça-feira e foi vaiada em Berlim durante evento de incentivo ao empoderamento econômico das mulheres. Ao lado da chanceler alemã, Angela Merkel, e da diretora do FMI, Christine Lagarde, ela foi questionada sobre suas funções no governo de seu pai, o presidente Donald Trump. Também foi alvo de vaias e assobios quando defendeu o pai e disse que tinha orgulho de suas políticas. 

Diante das críticas lançadas a seu pai, Ivanka disse que o líder americano acredita no potencial de "milhares de mulheres" e crê que elas podem realizar bons trabalhos, assim como os homens.

"Milhares de mulheres que trabalharam com e para meu pai durante décadas podem dar testemunho de sua sólida convicção no potencial das mulheres e na habilidade para realizar um trabalho tão bom quanto um homem", afirmou a filha do presidente americano após escutar na sala alguns assobios ao mencionar seu nome.

"Como filha (de Donald Trump), posso falar em caráter pessoal sabendo que me incentivou e me permitiu crescer", acrescentou a ex-modelo de 35 anos, agora conselheira de seu pai na Casa Branca.

"Eu cresci em uma casa onde não havia nenhuma barreira para o que poderia ser alcançado por força da perseverança e tenacidade. Não havia diferença entre mim e meus irmãos", disse a jovem, em sua primeira viagem oficial desde que foi nomeada.

Ivanka Trump teve de responder a perguntas sem concessões da moderadora do debate, a editora-chefe da revista de negócios alemã Wirtschaftswoche, Miriam Meckel.

Empoderamento. Ivanka disse também que ainda está no processo de definir seu papel como assessora informal de seu pai na Casa Branca e quer usar sua influência para ajudar a empoderar as mulheres.

Indagada se representava o presidente, o povo norte-americano ou seu próprio negócio, ela respondeu: "Bem, certamente não este último, e não estou nada familiarizada com este papel, já que é bastante novo para mim, só se passaram pouco menos de 100 dias".

Depois ela acrescentou: "Ainda é muito cedo para mim. Estou ouvindo, estou aprendendo, estou definindo as maneiras pelas quais acho que conseguirei causar impacto. Estou buscando conselho... de mulheres e homens informados e conscienciosos e estou realmente me esforçando para pensar sobre a melhor maneira de empoderar as mulheres na economia, tanto domesticamente quanto ao redor do globo".

Ivanka Trump é vista como uma influência cada vez mais importante sobre o pai, mas sua indicação como assessora, com acesso a informações confidenciais, é extremamente incomum para a filha de um presidente. Na tentativa de acalmar as preocupações éticas, ela disse no mês passado que irá trabalhar na Casa Branca em uma função informal e não remunerada.

No mês passado ela foi fotografada sentada ao lado de Merkel durante a visita da líder alemã a Washington, caracterizada por uma linguagem corporal desajeitada entre a chanceler e o presidente, que tentavam minimizar suas diferenças em temas como o comércio.

Durante o debate na capital alemã, Donald Trump tuitou dizendo estar "orgulhoso" de Ivanka por "sua liderança nesses temas importantes". / AFP, REUTERS e EFE

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.