Ivanov anuncia medidas após alerta de atentados na Rússia

O ministro da Defesa da Rússia, Serguei Ivanov, anunciou nesta quarta-feira a adoção de medidas de segurança extras em instalações vitais diante do alerta de atentados emitido na terça-feira à noite pelo Comitê Nacional Antiterrorista (CNA)."Em conexão com a conhecida declaração do CNA, o Ministério da Defesa tomou medidas adicionais para garantir a segurança de instalações militares, estatais e de governo", afirmou Ivanov.Ivanov, que também é vice-primeiro-ministro russo, acrescentou que "as Forças Armadas continuam operando em regime normal", mas as tropas do Ministério do Interior estão em "alerta". O CNA colocou na terça-feira à noite em "alerta avançado" as forças de segurança russas, após receber informação do exterior sobre possíveis atentados no transporte público. O diretor do Serviço Federal de Segurança (FSB, a antiga KGB) e chefe do CNA, Nikolai Patrushev, pediu aos cidadãos que aumentem a vigilância e entrem em contato imediatamente com as forças de segurança se notarem qualquer incidente suspeito. O prefeito de Moscou, Yuri Luzhkov, também ordenou que as medidasde segurança na capital sejam intensificadas "ao máximo". "Logo após a declaração do CNA, Luzhkov instruiu os serviços de segurança para que reforçassem ao máximo a segurança nas instalações de transporte público e em praças, hospitais e escolas", afirma um comunicado emitido hoje pela Prefeitura. Na república da Chechênia, os órgãos de segurança locais também iniciaram um "plano operacional antiterrorista". "O número de patrulhas na capital, Grozni, e nas principais cidades chechenas aumentou. Também reforçamos a segurança nos postos de controle nas principais estradas da república", disse Ahmed Dakayev, chefe do departamento de Interior local. No resto do país, desde a parte européia da Rússia até o Extremo Leste, as autoridades intensificaram as medidas de segurança para prevenir possíveis atos subversivos. A maior parte dos atentados terroristas cometidos nos últimos anos na Rússia, em particular em Moscou, foi obra de extremistas islâmicos procedentes da Chechênia e de outras repúblicas russas do Cáucaso.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.