Já são 100.000 os refugiados afegãos

O número de refugiados do Afeganistão nos países vizinhos já ultrapassa 100 mil. O Alto Comissariado da ONU para Refugiados informou, hoje, que desde setembro, uma média de duas mil pessoas têm cruzado a fronteira do Afeganistão principalmente em direção ao Irã e Paquistão. Além dos refugiados que são identificados, a ONU alerta que uma quantidade significativa de pessoas consegue chegar aos países vizinhos por estradas secundárias e sem qualquer controle dos governos. Hoje, o alto comissário da ONU para Refugiados, Ruud Lubbers, esteve reunido com o presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, pedindo que o país abrisse suas fronteiras para os refugiados do Afeganistão. Por enquanto, Musharraf mantém as fronteiras do país oficialmente fechadas e os afegãos que conseguem entrar no território paquistanês evitam ser identificados como refugiados. "O temor das famílias é de que o governo do Paquistão os envie de volta ao Afeganistão", explica um porta-voz da ONU. O grande número de pessoas deixando suas casas e a falta de água potável estão gerando uma proliferação de casos de malária em algumas regiões do Afeganistão. "A doença está se espalhando de forma alarmante, inclusive na região de Jalalabad", afirma um porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS), que se queixa da falta de segurança para que os funcionário da agência consigam chegar às cidades para distribuir remédios. Outra queixa permanente nos corredores da ONU em Genebra é que, por enquanto, apenas 33% das doações prometidas pelos governos para os serviços de ajuda humanitária chegaram à ONU. As agências das Nações Unidas estimam que necessitam de US$ 600 milhões para garantir o fornecimento de alimentos, remédios, cobertores e tendas para a população afegã. Leia o especial

Agencia Estado,

30 Outubro 2001 | 16h18

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