Já são 217 os mortos pelo tufão "Bilis" no sul da China

O número de mortes causadas pelas inundações e deslizamentos de terra em conseqüência do tufão "Bilis" na China chegou a 217, com a confirmação de mais 19 corpos na região autônoma de Guangxi, no sul do país, informou a agência Xinhua.O número de desaparecidos continua em torno de 100, as remoções são 1,8 milhão (após mais 90 mil em Guangxi) e a população afetada chega a mais de 16 milhões na região, uma das mais densamente povoadas do país.O tufão, que entrou na China sexta-feira, através do Estreito de Formosa, afetou toda a costa sudeste do país. As províncias e regiões afetadas são Hunan, Cantão, Zhejiang, Fujian, Jiangxi e Guangxi, esta última aparentemente a mais atingida por desastres naturais na terça-feira.O tufão, que há dias se tornou uma tempestade tropical, avança rumo ao oeste e ameaça a província de Guizhou, a mais pobre do país, e a de Yunnan, um dos principais destinos turísticos, de acordo com Xinhua.O serviço de notícias oficial informou nesta madrugada a morte de seis pessoas em Guangxi. Um minuto depois foram achados mais 13 corpos na mesma região, vítimas de um deslizamento de terra na cidade de Qinzhou.Em Guangxi o cálculo é de que 5,8 milhões de pessoas foram afetadas pelo tufão, perdendo casas, plantações e outros bens no valor de US$ 111,25 milhões.Em Cantão, 4.200 prisioneiros foram resgatados de duas prisões que tinham ficado isoladas pelas águas durante dois dias. A província é uma das mais afetadas pelos desastres naturais causados pelo "Bilis", com 44 mortos.Os prejuízos em Cantão chegaram a US$ 750 milhões. Pelo menos 1,32 milhão de pessoas foram afetadas e quase 5 mil casas ficaram destruídas.No entanto, a pior situação ainda é a da província de Hunan, com 92 mortos, mais de 100 desaparecidos e milhões de desabrigados.Em Fujian, são 43 os mortos, com 3 milhões de desabrigados, mais de 500 mil evacuados e 19 mil casas destruídas. O "Bilis", que causou 28 mortes nas Filipinas na semana passada, é o terceiro tufão que chega à China este ano.

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