Já são 29 os assistentes de senador contaminados por antraz

Testes já realizados comprovaram que pelo menos 29 assistentes do líder da maioria democrata no Senado, Tom Daschle, foram expostos à bactéria do antraz, afirmaram hoje fontes do Legislativo americano. Os testes foram realizados assim que se soube que uma carta enviada ao escritório de Daschle continha um tipo muito potente de antraz - indício de ter sido manipulado por especialistas. Uma fonte próxima ao caso disse inicialmente que as provas realizadas em 22 membros da equipe de Daschle haviam dado resultados positivos e que todos eles estavam tomando o antibiótico Cipro. Outra fonte confirmou mais tarde que o número havia crescido, mas ambas pediram para não serem identificadas. Em outras regiões do país, quatro pessoas contraíram o antraz e nove são portadoras da bactéria, segundo testes. O FBI está investigando a semelhança na grafologia e no conteúdo das cartas através das quais se deu a contaminação, incluindo a retórica antiamericana que foi enviada com o antraz ao jornalista da rede NBC News, Tom Brokaw, em Nova York. Centenas de pessoas foram submetidas nesta quarta-feira a uma série de análises, depois de a carta suspeita ter sido aberta na segunda-feira no escritório de Daschle. Amostras foram recolhidas das vias nasais dos funcionários, para determinar se havia ali esporos de antraz. Um resultado positivo nas provas não significa que a pessoa tenha contraído a enfermidade ou que a desenvolverá. Cerca de 8.000 esporos precisam ser inalados para que uma pessoa possa contrair o antraz respiratório. Na tentativa de obter ajuda da população e chegar a novas pistas, o Departamento de Justiça divulgou as cópias fotostáticas dos envelopes enviados a Daschle e a Brokaw, os quais mostram um tipo de grafia similar e os endereços escritos no lado direito desses envelopes. O secretário da Saúde e Serviços Sociais, Tommy Thompson que deu entrevistas aos noticiários matutinos, tentou aliviar o nervosismo geral, mas acrescentou: "Não há dúvida de que estamos em um período de incertezas". "Estamos preparados para responder e temos sido capazes de fazê-lo", disse Thompson à cadeia NBC, acrescentando que o governo trabalha para reforçar os sistemas locais e estatais de saúde pública e para aumentar as reservas de antibióticos. "O bioterrorismo nunca afetou os EUA como ocorreu nas últimas duas semanas, e o que estamos tentando fazer é tranqüilizar a população americana, dizer-lhe que podemos responder a um ataque bioterrorista", afirmou o alto funcionário à NBC. Leia o especial

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