Já são 52 os mortos pelo tufão Ketsana em Camboja e Vietnã

Filipinas já se prepara para receber outra tempestade tropical que deve chegar nesta tarde no arquipélago

Efe

30 de setembro de 2009 | 03h44

Ao menos 52 pessoas morreram em função do tufão Ketsana em Camboja e Vietnã, onde o temporal está deixando o mesmo rastro de destruição do final de semana passado no norte das Filipinas, informaram nesta quarta-feira, 30, fontes policiais.

 

As autoridades vietnamitas recuperaram sete cadáveres da província de Quang Nam, cuja estrada principal segue submersa, e quatro corpos foram achados em Thua Thien Hué.

 

Outras seis províncias comunicaram um total de 30 vítimas mortais, 13 das quais se registraram em Kon Tum, que abriga a maioria de cultivo de café no país.

 

Mais dez pessoas estão desaparecidas por causa do tufão, que por agora destruiu quase 200 mil casas e danificado campos e sistemas de irrigação por todo o centro do Vietnã.

 

Segundo os meteorologistas é muito provável que transbordem o rio Mekong e o lago Tonle Sap.

 

Vista área da inundada pelo tufão Ketsana na cidade central vietnamita de Danang

 

Filipinas

 

Quando muitos filipinos ainda não conseguiram se recuperar da tempestade tropical Ketsana, a ilha de Luzon esta em alerta perante a proximidade de Parma, outro temporal que deverá chegar nesta quarta-feira, 30, à tarde ao extremo norte do Arquipélago.

 

Parma está a 1.100 quilômetros do leste de Mindanao, com ventos sustentados de 75 km/h e sequências de 90, segundo o último relatório da Administração de Serviços Atmosféricos, Geofísicos e Astronômicos (Pagasa).

 

A nova tempestade tropical avança em direção oeste-noroeste a uma velocidade de 19 km/h e se prevê que possa tocar terra desta tarde na ponta mais setentrional de Luzon e o grupo de ilhas de Batanes, que separam às Filipinas de Taiwan.

 

No entanto, os meteorologistas filipinos ainda não descartam a possibilidade que se desvie ao norte e evite totalmente o país, e também são otimistas quanto a que não ganhará suficiente força como para se transformar em tufão.

 

Parma, de nome local Pepeng, provocará novas chuvas fortes em Mindanao, a região das Visayas e Luzon, onde prossegue a crise humanitária pelos efeitos de Ketsana, que por enquanto causou pelo menos 246 mortos, quase 40 desaparecidos, 375.000 deslocados e quase dois milhões de afetados em Manila e 25 províncias divisórias.

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