Jacarta denuncia retenção de trabalhadores

Setenta e dois indonésios continuam nas bases americanas no Iraque, mesmo depois do fim do contrato

EFE

08 de setembro de 2007 | 04h14

Setenta e dois indonésios que trabalhavam em bases militares dos Estados Unidos no Iraque permanecem retidos nelas, meses após o fim dos seus contratos, sem que as autoridades americanas informem o seu paradeiro nem permitam o contato com representantes de seu país. O Ministério de Relações Exteriores indonésio convocou ontem o embaixador americano em Jacarta, Cameron R. Hume, para explicar a situação. Mas quem atendeu à convocação foi o chefe da seção política da embaixada, Stanley Harsya. Ele se comprometeu a "ajudar a resolver o problema". Segundo o diretor de Proteção de Cidadãos Indonésios no Exterior, Teguh Wardoyo, os 72 indonésios foram contratados para trabalhar como cozinheiros, técnicos ou limpadores por 17 meses em bases americanas no Iraque. Mas eles já estão no país há mais de 20 meses. Wardoyo explicou que a Indonésia já se dirigiu às embaixadas dos EUA no Iraque, na Jordânia e na Síria, e ao próprio Departamento de Estado, em Washington, sem obter resposta. "Pedimos que nos dêem acesso a nossos trabalhadores e que eles tenham seu direito a férias", explicou Wardoyo. Os indonésios assinaram um contrato pelo qual receberiam US$ 3 mil por mês e teriam direito a duas semanas de férias por ano. No entanto, segundo Wardyo, começaram a trabalhar no Iraque em 2 de janeiro de 2006 e desde então nunca tiveram permissão para sair das bases.

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