Jackson recebeu sedativos do médico, diz investigador

Horas antes de Michael Jackson morrer, seu médico pessoal administrou no cantor sedativos benzodiazepínicos e o anestésico Propofol que o pop star usava para dormir, informou uma autoridade envolvida nas investigações. Trata-se de uma combinação de remédios segura se for feita da maneira correta, mas potencialmente mortífera se houver erro.

AE-AP, Agencia Estado

07 de agosto de 2009 | 17h57

Segundo o funcionário do governo, que falou em condição de anonimato, porque a investigação ainda está em curso, os sedativos que o médico Conrad Murray deu a Jackson geralmente são usados para acalmar pacientes antes de cirurgias. Mesmo em níveis aceitáveis, benzodiazepínicos podem intensificar a forma como o anestésico Propofol diminui a respiração. Por isso é necessário que a dosagem seja administrada com cuidado e haja rígido monitoramento.

Em comunicado escrito divulgado ontem, o advogado de Murray, Ed Chernoff, classificou como "ridícula" a afirmação do funcionário de que o médico deu várias drogas a Jackson. "Não vamos responder a acusações feitas por fontes não reveladas", disse Chernoff.

Murray, que administrou os remédios em Jackson num quarto da mansão do cantor, disse aos investigadores que o pop estar parou de respirar na manhã do dia 25 de junho e que não conseguiu reavivá-lo. O médico é a figura central da investigação policial sobre a morte do cantor, mas as autoridades não o consideram um suspeito.

Se a análise toxicológica final, cuja divulgação já foi adiada duas vezes, relevar a existência de várias drogas no corpo do cantor, a explicação para a morte de Jackson pode se tornar uma complexa disputa médica e legal, especialmente se autoridades não puderem provar que Murray sabia quais eram todos os medicamentos que Jackson estava tomando.

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