Lexey Swall/The New York TImes - 31/10/2017
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Janet Yellen é confirmada como a primeira mulher secretária do Tesouro

Aos 74 anos, ela também foi a primeira mulher a chefiar o Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca e desempenhará um papel-chave na elaboração da política econômica do presidente Biden

Redação, O Estado de S.Paulo

25 de janeiro de 2021 | 20h42

WASHINGTON - Janet Yellen, ex-presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), foi confirmada nesta segunda-feira, 25, pelo Senado para se tornar a primeira mulher secretária do Tesouro nos Estados Unidos.

Yellen, de 74 anos e que também foi a primeira mulher a chefiar o Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca, desempenhará um papel-chave na elaboração da política econômica do presidente democrata Joe Biden em meio à pandemia de covid-19 que castiga os Estados Unidos. 

A Comissão de Finanças do Senado já havia aprovado na sexta-feira, 22, por unanimidade, a indicação de Biden, mas faltava o aval do plenário. Apesar de discordarem de algumas posições defendidas por Yellen, os parlamentares do Partido Republicano disseram que ela é qualificada para o cargo.    

Senador republicano pelo Estado de Iowa, Chuck Grassley afirmou durante a sessão que os votos favoráveis de seu partido à escolhida por Biden para comandar o Tesouro sinalizam um interesse da oposição "em trabalhar cooperativamente e de forma bipartidária". 

Na sabatina, Yellen defendeu o pacote fiscal de US$ 1,9 trilhão de Biden e disse que é preciso "agir com grandeza" para combater a pandemia de covid-19 e impulsionar o crescimento econômico.    

A ex-presidente do Fed também se comprometeu a não interferir no mercado cambial. "A variação do dólar e outras moedas deve ser determinada pelos mercados. Devemos nos opor a países que manipulam câmbio por vantagem competitiva", declarou na ocasião.    

A nova secretária do Tesouro defendeu, ainda, um sistema tributário progressivo e a cobrança de mais impostos sobre os ricos e as grandes corporações. "Nós vamos assegurar a competitividade das empresas, mas com impostos um pouco mais altos", afirmou. /AFP e AP  

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