Japão acusa Rússia de invadir seu espaço aéreo

Tóquio protesta, mas Força Aérea russa diz que bombardeios 'respeitaram as normas internacionais'

Efe,

09 de fevereiro de 2008 | 08h46

O governo japonês protestou neste sábado, 9, contra uma suposta violação de seu espaço aéreo por um bombardeiro russo. A Rússia negou a acusação.   A invasão teria ocorrido sobre o arquipélago de Izu, ao sul de Tóquio, por volta das 7h30 (20h30 de Brasília) e durado apenas três minutos. O Ministério das Relações Exteriores japonês apresentou um "forte protesto" à embaixada russa no Japão e pediu explicações para o incidente.   De acordo com Kotaro Otsuki, porta-voz do ministério, o Tupolev 95 teria retornado ao espaço aéreo russo após receber um alerta dos jatos japoneses.   Segundo a agência de notícias russa ITAR-Tass, o porta-voz da Força Aérea russa, coronel Alexander Drobishevski, negou a violação, afirmando que o vôo do bopmbardeio era parte de uma missão de rotina sobre águas internacionais.   "Os aviões da Força Aérea russa cumpriram seu programa obrigatório, respeitaram as normas internacionais de uso do espaço aéreo sobre águas neutras e não violaram as fronteiras de outros países", disse Drobishevski.   Além disso, especificou que quatro aviões Tupolev 95 completaram com sucesso um vôo de patrulha de mais de dez horas sobre o Oceano Pacífico, e que estiveram acompanhados por caças F-15 japoneses e F-18 do porta-aviões americano Nimitz.   Segundo uma fonte do Ministério da Defesa, 22 jatos de combates japoneses decolaram para abordar a aeronave russa.   Na quinta-feira, o japão realizou um protesto anual para demandar a devolução de um antigo arquipélago japonês tomado pela Rússia após o fim da Segunda Guerra Mundial.   A polêmica em torno das quatro ilhas - chamadas de Kurils pela Rússia e de Territórios do Norte pelo Japão - impediu que os dois países assinassem um acordo de paz.   A última violação do espaço aéreo japonês por aeronaves russas aconteceu em 2006.

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