Japão ameaça ação militar contra Coréia do Norte

O Japão lançaria uma ação militar contra a Coréia do Norte, se tivesse provas sólidas de que o Estado comunista se dispõe a atacá-lo com mísseis balísticos, disse hoje o ministro japonês de Defesa, Shigeru Ishiba. "Nossa nação usaria a força militar como medida de autodefesa se (a Coréia do Norte) recorrer às armas contra o Japão", disse Ishiba. Ele acrescentou que Tóquio considerará o processo de injetar combustível em um míssil como o início de um ataque militar, se for determinado que ele está apontado para o Japão.A Constituição atual do Japão proíbe a deflagração de uma guerra como meio de resolver disputas internacionais, mas a autoriza como forma de autodefesa.O Japão exortou hoje a Coréia do Norte a não realizar testes de mísseis balísticos. Segundo o porta-voz Yasuo Fukuda, os testes reduziriam ainda mais a possibilidade de diálogo.Um alto funcionário da chancelaria norte-coreana, Ri Kwang-hyok, confirmou hoje que a Coréia do Norte, "se provocada", tem capacidade de atacar objetivos americanos em qualquer lugar do mundo.Na quarta-feira o diretor da CIA (Central de Inteligência Americana), George Tenet, disse que Pyongyang tinha um míssil balístico capaz de atingir a Costa Oeste dos EUA e teria uma ou duas armas nucleares."Nossa capacidade de atacar não tem limites. A força do Exército norte-coreano alcançará o inimigo onde quer que se encontre", assegurou Ri. Ele indicou que os países que cercam a Coréia do Norte se veriam inevitavelmente implicados em uma guerra, a favor ou contra Pyongyang.O embaixador adjunto dos EUA na ONU, Richard Williamson, disse hoje que esta não é a hora para se impor sanções contra a Coréia do Norte como castigo por ela ter retomado seu programa nuclear. Segundo ele, a Casa Branca busca uma solução pacífica para a crise.A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) denunciou na quarta-feira a Coréia do Norte ao Conselho de Segurança da ONU pela violação de acordos internacionais. O conselho poderá impor sanções à Coréia do Norte, apesar de ela ter advertido que as consideraria como uma declaração de guerra. A Coréia do Norte exige a assinatura de um pacto de não-agressão com os EUA.

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