Japão amplia raio de isolamento ao redor da usina de Fukushima

Governo recomenta que moradores que vivam a um raio de 30 km da usina deixem a região

Agência Estado

25 de março de 2011 | 10h32

     

 

TÓQUIO - A Comissão de Segurança Nuclear do Japão recomendou nesta ssxta-feira, 25, aos moradores que vivem em um raio entre 20 quilômetros e 30 quilômetros da usina nuclear de Fukushima que deixem suas casas voluntariamente. A comissão recomendou a saída desses moradores, já que os vazamentos radioativos na usina devem continuar por tempo ainda indeterminado.

 

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A ordem oficial anterior era para que esses habitantes ficassem dentro de suas casas. Já os moradores que vivem a até 20 quilômetros da usina já haviam recebido ordens para deixar suas casas.

Hoje também, a Agência de Segurança Nuclear e Industrial do Japão informou que ainda não está claro como ocorreu o vazamento da radiação detectada ontem na água do prédio do reator 3 da usina de Fukushima. Segundo Hidehiko Nishiyama, representante da agência do governo, a radiação pode ter escapado do reator, onde parte das barras de combustível superaquecidas aparentemente derreteram.

De acordo com informações divulgadas pela agência de notícias Kyodo, Nishiyama fez a ressalta de que nenhum dado sugere que o recipiente onde fica o reator esteja, de fato, danificado.

Resfriamento

A Tokyo Electric Power (Tepco), dona da usina de Fuskushima, começou a injetar água doce no núcleo do reator 1. A empresa se prepara para usar água doce para resfriar os três núcleos de reatores danificados e os quatro tanques de combustível usado, substituindo a corrosiva água do mar utilizada até o momento. As autoridades esperam substituir logo a água do mar por água doce, pois o sal cristalizado pode formar uma crosta nas barras de combustível e prejudicar a circulação da água, prejudicando o resfriamento.

Após o terremoto seguido de tsunami de 11 de março, os funções de resfriamento da usina apresentaram problemas nos reatores 1, 2 e 3. Núcleos de reatores derreteram parcialmente na usina, fazendo com que emergencialmente fosse usada a água do mar para resfriar esses reatores. As informações são da Dow Jones.

 

 

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