Japão amplia suas regras para fornecer munição aos Estados Unidos

Japão amplia suas regras para fornecer munição aos Estados Unidos

A medida foi aprovada para fortalecer a aliança com os EUA contra os testes nucleares e de mísseis realizados pela Coreia do Norte

O Estado de S.Paulo

14 Abril 2017 | 03h21

TÓQUIO - O Japão poderá prover munição e outros suprimentos às tropas dos Estados Unidos com mais facilidade, segundo uma normativa adotada nesta sexta-feira, 14, pelo parlamento japonês. A decisão se dá no atual contexto em que a tensão pela Coreia do Norte aumenta.

A Câmara Baixa aprovou a revisão do pacto de colaboração bilateral entre o exército dos EUA e as Forças de Autodefesa japonesas, em linha com outras modificações legislativas realizadas no país após a reinterpretação do artigo pacifista da Constituição.

As regras até então em vigor só permitia ao Japão fornecer munição às tropas americanas se o país asiático fosse diretamente atacado. Também podia oferecer ao exército dos EUA combustível, alimentos e outros suprimentos em caso de manobras conjuntas ou operações de emergência.

Com a revisão aprovada, as Forças de Autodefesa japonesas poderão fornecer munição e outros suprimentos ao EUA quando o Japão se encontrar em "uma situação que pode ameaçar a sua sobrevivência" ou quando um de seus aliados é atacado.

A medida foi aprovada no âmbito da estratégia promovida pelo primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, para fortalecer a aliança de segurança com os Estados Unidos contra os constantes testes nucleares e de mísseis realizados pela Coreia do Norte, percebidas pelo Japão como uma preocupação crescente.

O artigo 9 da Constituição do Japão impede que o país use a força para resolver conflitos internacionais e limita as atividades das tropas à defesa em caso de agressão militar.

No ano passado, o Executivo de Abe aprovou uma série de reformas baseadas em uma releitura desse artigo e que visava ampliar as atividades das Forças de Autodefesa internacionalmente e permitir intervir em conflitos para ajudar seus aliados.

Essa controversa iniciativa legislativa foi em frente apesar de uma rejeição da maioria dos cidadãos, refletida em manifestações em massa e, segundos críticos, que ameaça o pacifismo que tem caracterizado o Japão desde o fim da Segunda Guerra Mundial. /EFE

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