Japão aprova primeiro Ministério da Defesa após 2ª Guerra

Uma emenda para criar o primeiro Ministério da Defesa no Japão após a Segunda Guerra Mundial e outra para reformar a educação e intensificar o patriotismo nas escolas foram aprovadas nesta sexta-feira pelo Parlamento japonês. As leis foram aprovadas pouco depois de a Câmara Baixa rejeitar amoção de censura apresentada pelos partidos da oposição contra agestão do primeiro-ministro, Shinzo Abe, pelo escândalo das fraudes nas reuniões com cidadãos.O escândalo das assembléias cívicas "arrumadas" surgiu há dois dias. Uma comissão governamental revelou que, em 15 dos 174 encontros promovidos pelo Governo para ouvir a opinião do povo, as perguntas tinham sido previamente combinadas.O relatório também revelou que a maioria dos participantes de 71 dessas sessões foi escolhida pelo Governo. Em 29 delas, funcionários se infiltraram e apareceram como cidadãos comuns para fazer perguntas. Shinzo Abe havia reconhecido a responsabilidade do Executivo e declarou que devolveria três meses de seu salário como castigo por um assunto no qual o Governo "perdeu a confiança pública".Os partidos da coalizão governamental, liberal-democrata (PLD) e Novo Komeito, contam com mais de dois terços das cadeiras em ambas as câmaras, por isso a moção contra o Governo de Abe não teve êxito nem a apresentada contra o ministro de Exteriores, Taro Aso.O Partido Democrata, o Partido Comunista, o Partido Social-Democrata e o Novo Partido Popular, impulsionadores das moções de censura, consideram que Aso encoraja o país a debater a posse de armas nucleares com suas declarações.

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