Japão aprova US$50 bilhões para reconstrução pós-terremoto

O governo japonês aprovou na sexta-feira gastos de quase 50 bilhões de dólares para a reconstrução pós-terremoto. Será o maior esforço de obras públicas no país nas últimas seis décadas.

TETSUDHI KAJIMOTO E LINDA SIEG, REUTERS

22 de abril de 2011 | 10h32

O orçamento emergencial de 4 trilhões de ienes (48,5 bilhões de dólares), que provavelmente será seguido por outros pacotes de gastos com a reconstrução, ainda é pequeno diante do custo total dos danos provocados pelo terremoto e tsunami de 11 de março, estimado em 300 bilhões de dólares.

"Com este orçamento estamos dando um passo em direção à reconstrução e para retomar a economia," disse a jornalistas o ministro das Finanças, Yoshihiko Noda, depois de uma reunião da equipe de governo.

O impopular primeiro-ministro Naoto Kan, criticado pela maneira como vem administrando a crise, disse que o Japão terá que emitir novos títulos governamentais para financiar os orçamentos extras ainda por vir e sugeriu que vai permanecer no cargo para comandar o processo.

"Sinto que era meu destino ser primeiro-ministro quando os desastres e o acidente nuclear aconteceram," disse Kan em coletiva de imprensa.

"Quero trabalhar pela reconstrução e apresentar um plano para a superação dessas duas crises. Ter essa visão em mente é meu desejo mais sincero como político."

Será muito mais difícil financiar os próximos pacotes, já que eles provavelmente exigirão um mix de impostos e de contração de empréstimos no mercado de títulos, o que pode onerar a economia japonesa já carregada de dívidas.

Se Naoto Kan não conseguir fazer essas leis serem aprovadas pelo Parlamento, ele pode ser forçado a renunciar, dizem analistas.

O terremoto de 9,0 graus e o tsunami de 15 metros que se seguiu ele provocaram a maior crise no Japão desde a Segunda Guerra Mundial, matando cerca de 28 mil pessoas e destruindo dezenas de milhares de casas.

O orçamento será apresentado ao Parlamento na próxima semana, e a expectativa é que seja promulgado em maio.

(Reportagem adicional de Chisa Fujioka e Kazunori Takada)

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