Japão arma ilha no oeste e arrisca aumentar tensão com a China

O Japão está enviando cem soldados e um radar a uma ilha tropical na costa de Taiwan, seu posto militar no extremo oeste, uma manobra que pode irritar a China em um momento no qual os laços das maiores economias da Ásia já estão prejudicados por uma disputa por ilhas próximas que os dois países reclamam como suas.

NOBUHIRO KUBO, Reuters

18 de abril de 2014 | 12h40

O ministro japonês da Defesa, Itsunori Onodera, irá inaugurar no sábado uma estação de observação militar em Yonaguni, lar de 1.500 pessoas a meros 150 quilômetros das polêmicas ilhas.

A mini-militarização de Yonaguni - agora defendida por dois policiais - é parte de um plano de longo prazo para aprimorar a defesa e a vigilância da fronteira mais remota do Japão.

Construiu a base de radar na ilha, muito mais próxima da China que das principais ilhas japonesas, pode ampliar o monitoramento japonês do território chinês e rastrear navios e aeronaves chineses sobrevoando as ilhas em disputa, chamadas de Senkaku pelo Japão e Diaoyu pela China.

"Decidimos mobiizar uma Força de Auto-defesa de Terra na ilha Yonaguni como parte de nosso esforço para reforçar a vigilância sobre a região sudoeste", disse Onodera esta semana. "Estamos firmemente determinados a proteger a ilha Yonaguni, parte do precioso território japonês".

A localidade de 30 quilômetros quadrados - conhecia por seu forte licor de arroz, pelo gado, pela cana de açúcar e pelos locais de mergulho - pode parecer um lugar improvável para o primeiro-ministro Shinzo Abe mandar tropas.

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