Japão atrasa desenvolvimento de baterias antimísseis

O plano de instalação seria realizado em três bases aéreas ao norte e sul do país durante os próximos 5 anos

Efe,

15 de dezembro de 2009 | 03h33

O governo japonês decidiu nesta terça-feira, 15, retardar pelo menos até abril de 2011 o desenvolvimento de novas baterias antimísseis, previstas no programa de Defesa de seu próximo ano fiscal, que começa em abril, segundo a agência Kyodo.

 

De acordo com a Kyodo, o ministro de Assuntos Exteriores, Katsuya Okada, se opunha ao desdobramento de novas baterias Patriot, da mesma forma que o membro da coalizão governamental, o Partido social-democrata.

 

O novo governo do Partido Democrático (PD) de Yukio Hatoyama prometeu uma nova linha em Defesa e política externa, por isso o adiamento da decisão sobre o sistema antimísseis até que se redefina a estratégia nacional de Defesa, prevista para os últimos meses de 2010.

 

O Ministério da Defesa tinha pedido um financiamento de 94,4 bilhões de ienes (729 milhões de euros) no orçamento do ano fiscal de 2010 para o desdobramento destas baterias, parte essencial do sistema antimísseis do Japão. O plano ia ser realizado em três bases aéreas ao norte e sul do país durante os próximos cinco anos.

 

As baterias Patriot protegem o território japonês de possíveis mísseis que possam burlar o sistema de detecção e intercepção Aegis instalado em navios e desenvolvido conjuntamente com os Estados Unidos.

 

Esta cooperação produz receios entre os defensores da Constituição pacifista do Japão, que desde a Segunda Guerra Mundial proíbe o país participar de sistemas coletivos de defesa e conflitos internacionais.

 

O Japão decidiu construir um sistema de defesa antimísseis, com a ajuda dos EUA, depois do lançamento norte-coreano de um míssil balístico em agosto de 1998, que sobrevoou o arquipélago antes de cair no Oceano Pacífico.

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