Kyodo/via REUTERS
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Japão atribui interesse norte-coreano em dialogar com EUA a sanções

Premiê Shinzo Abe diz que convite de Kim Jong-un para se reunir com Donald Trump é resultado da 'elevada pressão' aplicada sobre Pyongyang; Para Rússia e China, reunião será passo na direção correta para normalizar situação na península coreana

O Estado de S.Paulo

09 Março 2018 | 11h52

TÓQUIO - O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, comemorou nesta sexta-feira, 9, a mudança na postura da Coreia do Norte e seu desejo de dialogar com os Estados Unidos e suspender o seu programa nuclear, o que ele atribuiu as sanções contra Pyongyang.

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"Agradeço a mudança da Coreia do Norte quando se trata de realizar uma reunião para falar sobre a desnuclearização. Isto é resultado da elevada pressão que aplicamos, nós o Japão, Estados Unidos, Coreia do Sul e o resto da comunidade internacional", disse Abe à imprensa local.

Abe fez esse pronunciamento após conversar por telefone com o presidente dos EUA, Donald Trump, que o informou sobre a proposta de Pyongyang de suspender seu programa nuclear e de mísseis para iniciar uma negociação, e de realizar uma cúpula entre o mandatário americano e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, em maio.

O primeiro-ministro japonês também anunciou que viajará em abril aos EUA para se reunir com Trump e analisar os potenciais contatos com Pyongyang, e enfatizou que concorda "plenamente" com o líder republicano em como lidar com o problema norte-coreano.

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"Japão e Estados Unidos mantêm a postura firme de aplicar uma pressão máxima sobre a Coreia do Norte até que se tome medidas concretas para abandonar de forma irreversível o desenvolvimento de armas nucleares e mísseis", afirmou o líder japonês.

O governo liderado por Abe tinha até o momento tinha expressado seu ceticismo sobre a aproximação entre as duas Coreias, iniciadas por causa dos Jogos Olímpicos de Inverno, em PyeongChang, e insistiu em lembrar que tentativas anteriores de negociar com a Coreia do Norte para conseguir sua desnuclearização acabaram em fracassos. 

Rússia

Moscou acredita que a cúpula prevista para maio entre os líderes da Coreia do Norte e dos EUA é "um passo em boa direção" para normalizar a situação na península coreana.

"Vemos como um passo em boa direção. Acabamos de saber deste acordo. Espero que seja colocado em prática", disse o ministro de Relações Exteriores russo, Serguei Lavrov, em entrevista na capital etíope Adis Abeba. "Sem dúvida nenhuma, é necessária para normalizar a situação na península coreana".

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Segundo Lavrov, a reunião entre Trump e Kim deve dirigir à retomada as negociações em vários formatos para a regulação política da crise coreana.

"Deve abrir o caminho para o reatamento de um processo negociador em diversos formatos a fim de regular o problema nuclear da península coreana com base nos princípios estabelecidos nas negociações de seis lados e no Conselho de Segurança da ONU", acrescentou.

O chanceler russo afirmou que a Rússia também cumprimenta "o acordo entre Seul e Pyongyang para realizar uma cúpula intercoreana em abril", que aconteceria na fronteira entre ambos países, segundo fontes da Coreia do Sul.

China

O governo chinês comemorou nesta sexta o anúncio do encontro entre os líderes e afirmou que "a questão nuclear na Coreia se está movimentando na direção adequada".

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"Felicitamos pelos sinais positivos dados pelos EUA e Coreia do Norte no sentido de realizar um diálogo direto", afirmou Geng Shuang, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês.

"O próximo passo a ser dado por todas as partes é sustentar este momento positivo, forjar sinergias e trabalhar em conjunto para restaurar a paz e a estabilidade na península coreana", completou.

O porta-voz chinês não esclareceu se a China poderia oferecer abrigar essa reunião, e se limitou a dizer que seu país "continuará com o seu papel positivo" na busca de uma solução para a crise.

Geng reiterou que as partes envolvidas no atual momento do conflito "devem mostrar coragem política e decisão, se envolvendo nos contatos necessários bilaterais e plurilaterais, fazendo o máximo esforço para que retomem o diálogo e a negociação". / EFE

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