Japão busca nivelar corrida

O aumento de 170% nos gastos militares da China desde 2003 mergulhou o Japão em um tenso debate interno sobre seus limites na questão da defesa.

O Estado de S.Paulo

20 de abril de 2014 | 02h02

O primeiro-ministro Shinzo Abe, defensor fervoroso de alterações na legislação para permitir uma expansão mais sólida das forças japonesas, acredita que as mudanças no cenário internacional exigem que o país abandone parte da vocação pacifista que incorporou desde o fim da 2ª Guerra.

Além de novos investimentos em equipamentos e treinamentos militares, o governo japonês pretende alterar leis como a proibição da "legítima defesa coletiva". Pelas normas atuais, Tóquio não pode retaliar imediatamente ataques contra aliados. Abe quer alterar essa situação até o fim de junho, quando termina a atual sessão deliberativa do Congresso japonês.

As tentativas de alteração na Constituição pacifista japonesa são vistas com ceticismo por analistas, já que Abe dependeria de maioria de dois terços no Congresso para aprová-las e as chances disso ocorrer são pequenas.

Investimentos em modernização, no entanto, já vêm sendo feitos e o país já tem encomendas de caças F-35 americanos, helicópteros de combate e veículos anfíbios - além de estar concluindo a construção de seu segundo navio porta-helicópteros para a Marinha; o primeiro já foi construído e apresentado.

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